Em meados da década de 60, a atriz Brigitte Bardot lançou a pequena vila de pescadores chamada Armação de Búzios ao sucesso. A vila primeiro virou moda entre os hippies e surfistas e, em seguida, passou a receber artistas e intelectuais cariocas. Nos anos 90, acolheu pessoas de alto poder aquisitivo e celebridades. Búzios não é desses destinos de praia onde a cada ano pipoca um restaurante novo, um bar novo, uma balada nova que vira a bola da vez. Muito do que hoje faz as férias dos turistas já existe há algum tempo. A creperia Chez Michou, por exemplo, point mais famoso do lugar, completou duas décadas de funcionamento. Ela é a maior prova de que Búzios tornou-se um clássico.
Um dia típico em Búzios começa de manhã – não muito cedo, por favor, já que as noites são longas – nas areias de uma de suas 23 praias. Se você for jovem e com disposição para suar, seu destino será a Praia de Geribá. Em seus 4 quilômetros, barracas com música alta disputam espaço com quadras de esportes e muitas pranchas. Se você já passou dessa idade, mas é da turma do surfe, toque direto para a Praia Brava, onde a moçada curte um astral hippie desencanado num gramadão em cima do morro. Quer ver gente bonita numa praia mais calminha? É só descer a pequena trilha e esticar a canga em Azeda e Azedinha, uma ao lado da outra. O mar é calmo, de águas verdes transparentes, e algumas barracas servem água-de-coco, caipirinha e petiscos. Quem tem filhos pode ir sem susto para a Praia da Ferradura ou de João Fernandes, onde há passeios de banana boat, aluguel de caiaque, equipamentos de mergulho e muitas barracas com boa infra. E tem até praia deserta! A da Foca, por exemplo, é linda – pequenina e estreita, onde se formam piscinas naturais deliciosas.
À tardinha, o programa é passear pela rua das Pedras. O vai-e-vem pode começar num café, numa charutaria ou à mesa de uma sorveteria quando o sol ainda está brilhando. Depois é hora de bater perna pelas lojas – tem de tudo, de cds de música eletrônica a grifes famosas como Lenny, Osklen, Carmim e Bee.
À medida que a noite cai, os bares se enchem e à meia-noite a rua atinge a lotação máxima, com seus enormes paralelepípedos desafiando saltos cada vez mais altos. Depois a noite continua nas redondezas. Tem sempre alguma festa rolando.
O melhor de Búzios é que tudo isso está ali, sem qualquer pretensão. A idéia é curtir o que a cidade tem de melhor: seu astral de completa informalidade. Você não vai ficar constrangido de ir almoçar no melhor restaurante da cidade em traje de banho.
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